Embora ultrapassada, ainda existe no Brasil uma crença de que viajar é algo caro e artigo de luxo destinado apenas a pessoas de alto poder aquisitivo. Os custos de uma estadia prolongada realmente podem ser inviáveis se pagos de uma só vez; a falta de prioridades com gastos, de um planejamento de lazer e despesas de família também podem se tornar empecilhos para o descanso programado.
Criado para democratizar o turismo no Brasil, o Turismo Social é uma oportunidade dada à classe média para planejar um passeio de férias e pagá-lo em 12 parcelas. A facilidade permite o encaixe do turismo como uma opção real de lazer no cotidiano do trabalhador brasileiro, e ainda atende uma necessidade física e psíquica do ser humano.
Além de impulsionar o consumo do produto lazer por esse público, o Turismo Social diminui a ociosidade da hotelaria nacional, em períodos de baixa temporada, e abre mercado para a criação e venda de diferentes serviços turísticos.
É por esses motivos que o setor pretende implementar e difundir no país soluções criativas para esse mercado como o vale-hospedagem e o Plano de Férias do Trabalhador Brasileiro. Inspirado no cheque-férias da França, o vale-hospedagem prevê que empresas possam descontar até 5% do imposto de renda devido destinando esse valor em diárias para funcionários. Já o Férias do Trabalhador, programa que deve ser lançado pelo presidente Lula neste ano, propiciará a milhões de trabalhadores a oportunidade de férias com hospedagem em mais de dois mil hotéis credenciados, pagando por isso apenas uma pequena mensalidade, livre de incidência de juros no financiamento.
- Paulo de Brito Freitas - Presidente do SBTUR e da Abrastur (Associação Brasileira de Cooperativas e Clubes de Turismo Social)
