O déficit de auditores é elevado no Brasil. Numa pesquisa recente, a RCS constatou que o país conta com apenas um auditor para cada 24.600 pessoas. Na Holanda, a relação é de um para cada 900. Por isso, a cada ano, a RCS chega a visitar doze faculdades de administração e contabilidade e analisar 3,5 mil currículos – tudo para garimpar profissionais capazes de assumir a função de auditor. “Para começar a trabalhar, fazemos cursos de nivelação, sendo 30 dias de curso de auditoria e outros 30 nas empresas clientes. Depois, o profissional freqüenta treinamentos em um turno e trabalha no outro”, explica Corrêa.
Carlos Biedermann, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers (PwC), admite que a oferta de auditores no mercado não vem acompanhando a demanda. Para ele, uma das maiores vantagens de trabalhar nesta área são os planos de carreira bem definidos. “Também não é preciso esperar que um superior se ausente para assumir o papel dele. Há muitas promoções por mérito, independentemente da hierarquia”, destaca Biedermann.
O fator mais importante para quem deseja conquistar uma posição de auditor é ter “jogo de cintura” e muita vontade de aprender. É mandatório, também, falar inglês fluentemente. Além disso, quem almeja o cargo deve gostar de investigar as finanças das corporações de forma minuciosa. “Pessoas dispersivas e muito agitadas não têm perfil para essa função”, observa Corrêa, da RCS. (Fernanda Arechavaleta/Revista Amanhã)
