Vendo a "Veja Porto Alegre" encontrei nota sobre a peça "Bailei na Curva".O espetáculo "Bailei na Curva" estreou em 1983, no Theatro São Pedro, e celebra seus 25 anos em cartaz com uma curta temporada no mesmo palco. Com roteiro e direção de Júlio Conte, usa como pano de fundo a Revolução de 1964 para narrar a trajetória de sete pessoas, desde o golpe militar, quando todas eram crianças e moravam na mesma rua, até o movimento das "Diretas Já". Com Cíntia Ferrer, Érico Ramos, Evandro Elias, Ian Ramil, Juliana Brondani, Leonardo Barison, Melissa Doneles e Patrícia Soso.
Assisti a peça em 1983, excelente. Ela é considerada "o maior sucesso do teatro gaúcho do todos os tempos". Interessante é que ela relata um período que envolve o dia 31 de março e 10 de abril de 1964 e os anos seguintes. Tempos difíceis, desconhecidos (ou esquecidos) da maioria, inclusive de muitos que se dizem socialistas. Naqueles tempo política era no mínimo para gente com coragem.
Demorei muito tempo para entender tudo o que aconteceu de 1961 até 1990 (há coisas que ainda não decifrei). Fazer política nos tempos da ditadura foi questão de vida ou morte para muitos. Hoje vejo militantes que são verdadeiras caricaturas. Histéricos e vazios, conseguem estragar até as causas com uma ponta de lógica. Conseguem prejudicar até gente inocente, por quem deveriam lutar de verdade. Que vergonha! Esqueceram de preservar as verdadeiras histórias daquele tempo, esqueceram quem foi quem e pelo que as coisas aconteceram. Não preservaram a sua memória, bailaram na curva da mediocridade e do esquecimento.
Hoje nós temos que concordar que Itaipu é importante, não foi um ato de violência da ditadura.
O discurso baila diante da realidade.
