RIO - Nos anos 60, o rock nacional parecia ter três vias, que às vezes se cruzavam em camarins de shows. A mais visível era a das bandas jovemguardistas, como Renato & Seus Blue Caps e Os Incríveis, onipresentes na televisão e no coração do povo. No meio, havia os Mutantes, banda com prestígio inabalável e vendagem razoável. A vertente que funcionava como pano de fundo no período é a que interessa ao pesquisador carioca Nelio Rodrigues, autor do recém-lançado Histórias perdidas do rock brasileiro – Vol. 1.
Rodrigues, também autor de Os Rolling Stones no Brasil e coautor de Sexo, drogas e Rolling Stones, ao lado do jornalista José Emílio Rondeau, prefere focar-se em bandas pouco conhecidas do Rio como Os Selvagens, Analfabitles, Red Snakes, Faia, The Bubbles (que depois viraria A Bolha), Equipe Mercado, Karma e Módulo 1000, que ajudaram a pavimentar alguns dos primeiros cenários subterrâneos do rock nacional.
– Foram bandas como Bubbles e Analfabitles que criaram a noção de um som da pesada mesmo, com a aparelhagem na frente do palco, impondo respeito – relata Rodrigues, que lança Histórias perdidas na Bienal do Livro, no Espaço Letras de Niterói, dia 17, às 18h. – As bandas da Jovem Guarda usavam equipamentos pífios. Eram guitarras e amplificadores ruins. Os grupos novos até emprestavam equipamento para elas. Conjuntos como The Bubbles já tinham uma preocupação com iluminação e cenário que essas bandas mais populares não tinham.
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