Atos da guerrilha resultaram em 70 mil mortes ao longo de duas décadas.
A recente publicação do livro de memórias "De puño y letra", de Abimael Guzmán, o líder da guerrilha Sendero Luminoso, atualmente na prisão, teve o efeito de uma bomba política e fez o grupo maoísta, derrotado na década passada, voltar ao primeiro plano no Peru.
O livro gerou um grande debate sobre se constitui ou não um delito de apologia ao terrorismo e uma exaltação ao conflito armado, que esse grupo armado desencadeou em 1980 e que deixou cerca de 70 mil mortos nas últimas dois décadas.
O governo formalizou uma denúncia penal por esse suposto delito contra Guzmán, sua companheira, Elena Yparraguirre - ambos condenados à prisão perpétua -, e contra seu advogado, Alfredo Crespo, que promove o livro.
A controvérsia piorou com a revelação de Crespo, que declarou que o líder de Sendero Luminoso (SL) é partidário de que seus seguidores que já saíram da prisão sejam reincorporados à vida legal e participem nas futuras eleições presidenciais de 2011.
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