

Tudo o que foi não será.
As lembranças da história se misturam aos sonhos do futuro.
Duque Estrada escreveu da "Maringá com tocos nas ruas".
Também lembrou da primeira cadeia de alvenaria, ironizando o "progresso".
Quando cheguei em Maringá, em 1981, a cidade tinha 100 mil habitantes.
O Jardim Novo Horizonte não existia, assim como dezenas e dezenas de bairros.
O trem passava sobre a Avenida São Paulo e fazia o trânsito parar várias vezes ao dia nas outras avenidas.
Havia uma estação ferroviária, pequena e igual a tantas outras. Fui lá umas duas ou três vezes.
A Estação Rodoviária, na minha opinião, não fazia justiça à beleza da cidade (isto há quase 30 anos atrás). Não vou qualificá-la em respeito aos poucos que a defendem.
Nas últimas três décadas Maringá mudou muito. Cresceu, ganhou importância, impulsionada pelo mesmo vento dos ideais pioneiros.
Não me ocorre outro povo tão empreendedor e são poucas, muito poucas, as cidade que avançaram tanto em pouco mais de 60 anos.
O passado é importante e merece respeito. Mas o futuro é a sobrevivência, o desafio, o sonho.
Mesmo que a gente não esteja lá, o amanhã virá e será. Depois vai virar passado.
Tudo o que foi não será, mesmo que alguns queiram repetir a imortalidade da morte.
Como será a Maringá que virá?
Há dois projetos que propõem mudanças para a área que um dia foi rodoviária e que hoje degrada e deprime uma das regiões mais nobres e importantes da cidade.
Respeito o passado, mas quero futuro. O tanto que me couber do que virá.
A vida passará, sem ressentimentos.
Viver sempre valerá a pena se a alma tiver lugar para o perdão e o amor.
