Todas as frases da apresentação preparada pelo jornalista João Roberto Marinho para o IV Congresso Brasileiro de Publicidade defenderam a democracia e, conseqüentemente, a liberdade de expressão – jornalística, artística e comercial. O vice-presidente e responsável pelas relações institucionais da Rede Globo, também presidente do Conselho Editorial que atende a todos os veículos do grupo, foi enfático em cada palavra: “Democracia é liberdade de expressão”. Elogiou a participação no evento de Roberto Civita pela manhã, manifestando sua concordância com as críticas feitas pelo editor-chefe de Veja aos abusos cometidos em âmbitos Legislativo e Executivo quando o Estado brasileiro se lança em batalhas inglórias – e vexatórias – como tutor da população ao lhe usurpar o poder de julgar, por si própria, a qualidade das informações que recebe, bem como o caráter dos difusores dessas informações, conferindo-lhes ou deles retirando crédito por se revelarem bons ou maus comunicadores. E, mais de uma vez, afirmou que ao agir desse modo, chamando para si decisões que cabem exclusivamente aos cidadãos brasileiros, o Estado infantiliza a sociedade.
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Não se trata de concordar ou discordar, simplesmente. Texto e entrevista abrem muitas discussões interessantes.
