"O presidente está em momento de popularidade alta pela inflação que foi dominada lá atrás e permitiu o aumento do poder de compra dos brasileiros. São razões que vêm de fora do governo Lula. As pessoas estão satisfeitas com o fato de estarem ganhando [salários] e poderem comprar", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
Para a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), a popularidade de Lula está associada à capacidade do povo brasileiro de "blindá-lo" em escândalos políticos --como as irregularidades detectadas no uso dos cartões corporativos por membros do Poder Executivo. "O mito não se explica. O povo brasileiro colocou o Lula separado do governo dele", afirmou.
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), rebateu os argumentos da oposição ao afirmar que o bom desempenho do governo na pesquisa é conseqüência da sua própria atuação. "O presidente ter a segunda melhor avaliação desde a sua posse em janeiro de 2003 é um resultado para colocar muito oposicionista com inveja. Por isso, estamos aqui voltando a ter no Congresso o recrudescimento da ação oposicionista", afirmou.
Para o líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), o eleitorado brasileiro vai saber distinguir nas urnas as ações implantadas pelo governo Lula. "A tática da oposição está equivocada. O eleitorado vai saber avaliar aqueles que efetivamente melhoraram a vida da população ou se tornaram obstáculo para avanços no país", afirmou. (Folha)
