Depois da carne, das aves e dos grãos, o leite deve se tornar o próximo produto tipo exportação da Perdigão. “É a quarta onda”, prevê Wang Wei Chang, diretor de relações com os investidores da empresa, que vem realizando investimentos pesados no setor leiteiro – como na compra da Eleva Alimentos e em uma parceria com a Unilever. “O Brasil tem potencial para se transformar em um dos maiores exportadores de leite do mundo”, afirma Chang. Atualmente, os maiores produtores de leite – Nova Zelândia e Austrália – enfrentam dificuldades para acompanhar o crescimento da demanda mundial.
A Eleva já vende uma pequena quantidade de leite para o exterior. Agora, a Perdigão quer ampliar o volume de embarques. O problema é que, por enquanto, o Brasil é pouco competitivo na produção de leite. Por isso, a empresa pretende utilizar suas bases produtivas do exterior. Só na Holanda, por exemplo, as sinergias com a Plusfood, adquirida em dezembro, deverão conferir uma economia de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões à Perdigão. (Fernanda Arechavaleta/Revista Amanhã)
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