Ao mesmo tempo, porém, defendeu o sigilo de informações referentes à segurança do presidente da República e de sua família.
Bernardo reconheceu que o governo falhou ao se limitar a divulgar as informações na internet, sem fiscalizar para evitar os desvios. Os gastos com o cartão corporativo somaram R$ 75,6 milhões em 2007. Do montante gasto, mais da metade (R$ 45 milhões) foi sacada em dinheiro.
Segundo o ministro, o sistema de informática precisa ser alterado para que cópias das notas fiscais das compras feitas com o dinheiro sacado com os cartões fiquem disponíveis para quem quiser consultar o portal. Precisamos evoluir, para o que for sacado ter a prestação de contas na internet”, afirmou, no programa de rádio Bom dia, ministro, coordenado pela Radiobrás.
Atualmente, o Portal da Transparência detalha apenas os gastos que foram feitos com os cartões e, no caso dos saques, informa somente o valor e o funcionário responsável, sem indicar o destino do dinheiro.
Bernardo disse que os ministros levaram “uma bronca” do presidente Lula, por conta da falta de fiscalização dos dados. “Ele (Lula) disse: ‘Vocês põem todas essas informações na internet e não verificam’.” (Brasília em Tempo Real)
