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"A vida é exatamente mudança".

*Armando Nogueira

Barbarizar não é o caminho

Clóvis Augusto Melo
Jornalista, editor de O Diário

Uma civilização não é construída rapidamente, muito menos se buscando o caminho mais fácil. O que difere as pessoas de bem dos bandidos é justamente o modo como encaram a sociedade e seu papel na comunidade.
Normalmente, criminosos buscam vias mais rápidas e mais fáceis (em tese) para atingir seus objetivos - trabalho honesto não está entre elas.
Há também o componente do poder, do respeito (esse obtido através do medo e não do reconhecimento de qualidades ímpares e fundamentais para a manutenção e progresso do círculo social ao qual pertence ou, pelo menos, em que está contido).
Ademais, só foi possível ao homem avançar enquanto civilização quando se convencionou que a vida humana não tem preço, logo deve ser defendida a todo custo.
Essas premissas são importantes para fundamentar esse texto. Se o leitor concorda com o que foi dito até agora, seria incoerente afirmar que ações policiais que culminam com a morte de criminosos (sem aqui querer discutir outro ponto importante: seriam mesmo marginais?) devem ser aceitas como normais ou, como muitos fazem, até virar alvo de comemoração e aplausos.
Além disso, até mesmo a justificativa de que a maioria dos homicídios envolve traficantes de drogas merece ser repensada, enquanto trouxer embutido o componente do “bandido bom é bandido morto”.
Esse é o caminho mais fácil, a força contra a força, em ato pontual e imediato, mas que não ataca a origem do problema. Se pena de morte fosse a solução, não haveria crime na China.
É preciso trilhar o caminho difícil, de identificar e entender o que tem levado tanta gente para a criminalidade e, com base nessa informação, buscar saídas para reverter esse quadro. Isso, claro, se quisermos avançar enquanto civilização.
Seja em Maringá, em Curitiba, no Rio de Janeiro ou em Saigon. Qual é a nossa culpa, enquanto componentes dessa sociedade, para que tal estado de coisas esteja instalado e se propagando? - pois querer dizer que não temos participação nisso é, no mínimo, ingenuidade.
Para construir uma civilização - insisto no termo de propósito - não basta apenas que exerçamos nossas atividades de acordo com as normas, os regulamentos, a ética (que é a prática da moral). Isso é o mínimo.
É preciso participação plena, se mobilizar para que o braço da lei não alcance apenas o maloqueiro que rouba um sabonete no mercado da esquina, mas também o engravatado que desvia recursos públicos fazendo uso da confiança nele depositada através do voto.
É preciso entender que a vida em sociedade requer concessões, mas que não podemos transigir sobre os princípios nos quais tentamos melhorar nossa comunidade.
A violência é fenômeno complexo. O caudaloso rio de sangue que a representa tem como afluentes a ignorância, a ambição, a pobreza, o descaso, a impunidade, o ódio, o individualismo, o medo, a loucura, entre outros tantos tributários...
Alguns desses valores negativos vemos expressos todos os dias, muitas vezes banalizados, outras tantas encorajados, tanto no seio da própria família (?) quanto nos meios de comunicação de massa.
É preciso agir, para não ter que reagir; retaliar nunca. E a ação exige que esqueçamos nossas supostas diferenças, buscando atingir os objetivos comuns, baseados em valores universais.
Civilização, segundo Houaiss, é o ‘estado ideal de evolução material, social e cultural para o qual tende a humanidade’. Tentar encontrar a resposta na barbárie é o caminho mais fácil e rápido para nos aproximar e igualar justamente àquilo que queremos combater.
Além disso, não encerra novidade - quem duvida pode procurar exemplos no Velho Testamento, sendo a Lex Talionis (a lei de talião) o mais conhecido deles. Não é sensato buscar progresso no retrocesso.
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